"Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso - para que depois ninguém reclame - faz questão de avisar: 'Se você esperava encontrar uma história tranqüila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar...'. Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em "Mau Começo" ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire - e aqui as coisas só pioram."
Após os acontecimentos do primeiro livro, Mau Começo, os Boudelaire finalmente se livram do terrível Conde Olaf e seguem para uma vida tranquila na casa de seu novo tutor, tio Monty. Pelo menos é o que achavam mas se tratando das circunstâncias os orfãos estão longe dessa realidade.
Lamento ter de contar para vocês que a história começa com os órfãos Baudelaire avançando por essa estrada horrível, e que daqui por diante a história só vai piorar. De todas as pessoas no mundo com vidas deploráveis — e vocês bem sabem que há um bom número delas —, os jovens Baudelaire ganham o prêmio, expressão aqui usada para significar que eles passaram por mais coisas abomináveis do que qualquer outra pessoa que conheço.Violet, Sunny e Klaus partem com o Sr Poe na estrada do Mau Caminho em direção a casa de seu tio, o doutor Montgomery. Um homem cuja a vida se dedicou a estudar espécies de répteis principalmente cobras, logo de inicio demonstra-se entusiasmado com a chegada dos garotos, assim que chegam em sua casa ficam deslumbrados com a enorme e magnífica sala dos répteis.
Quando finalmente a porta se abriu rangendo nas dobradiças, os órfãos Baudelaire depararam com uma visão que os deixou pasmos de espanto e encantamento. A Sala dos Répteis era toda de vidro, com paredes altas e transparentes de vidro e um teto de vidro altíssimo que se erguia convergindo para um ponto, como o interior de uma catedral.Parece que há uma luz no fim do túnel para as crianças depois de tudo que passaram na casa do Conde onde eram obrigados a lavar, cozinhar, cortar lenha e a participarem do terror de um casamento forjado, a casa do tio Monty era perfeita e a esperança de uma vida melhor surge.
Conde Olaf aparentemente foge e as crianças já não sabem mais de paradeiro, mas temo que irão descobrir e logo seus infortúnios virão a tona de novo.
A narrativa de Lomony Snicket é maravilhosa, consegue nos cativar com todo seu toque de ironia com uma pitada de sarcasmo. É uma leitura deliciosa de se fazer e que faz com que o leitor se apaixone pelos personagens. A Sala dos Répteis é o segundo volume da série que é dividida em 13 livros.

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