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Filme Millennium: A Garota na Teia de Aranha

"Estocolmo, Suécia. Graças às matérias escritas por Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason) para a revista Millennium, Lisbeth Salander (Claire Foy) ficou conhecida como uma espécie de anti-heroína, que ataca homens que agridem mulheres. Apesar da fama repentina, ela se mantém distante da mídia em geral e levando uma vida às escondidas. Um dia, Lisbeth é contratada por Balder (Stephen Merchant) para recuperar um programa de computador chamado Firefall, que dá ao usuário acesso a um imenso arsenal bélico. Balder criou o programa para o governo dos Estados Unidos, mas agora deseja deletá-lo por considerá-lo perigoso demais. Lisbeth aceita a tarefa e consegue roubá-lo da Agência de Segurança Nacional, mas não esperava que um outro grupo, os Aranhas, também estivesse interessado nele."


Neste filme aborda Lis, uma hacker extremamente conhecida por seus cyberataques com ligações a "justiça" para com mulheres que sofreram abusos. A personagem já estabelecida na trama usa sua inteligência como maior arma, porém possuindo  pontos fracos: a socialização e seu passado. Há  algumas figuras ainda presente em todos os filmes, o colunista da revista Millennium Mikael Blomkvist e o hacker Plague, amigos de confiança de Lis.
Nessa trama ela enfrenta uma organização que tem poderio de alavancar uma guerra mundial e em meio a isso tudo ela enfrenta fantasmas do seu passado e de sua infância. Infelizmente muita gente não se ligou que esse seria o 4º filme da franquia (seguindo a seqüência dos 5 livros), alguns mal sabem que existe os 3 filmes na versão sueca: Millennium I: Os Homens que não Amavam as Mulheres (2009), Millennium II: A Garota que Brincava com Fogo (2009)  e Millennium III: A Rainha do Castelo de Ar (2009). Há também  um filme americano: Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011).
 Os filmes são bem trabalhados tem toda uma evolução de trama e personagens carregando muitas informações e suspense. Para quem gosta de filmes que lhe fazem submergir a trama são ótimos filmes e não há como não gostar da personagem principal. Muitos se basearam somente na seqüência americana (até mesmo sites voltados ao cinema), neste filme vemos uma seqüência da sombra da trilogia principal, já que o autor dos livros original veio a falecer antes de concluir a saga. Nesta seqüência temos um autor dos livros que continuou com a saga buscando as vezes imitar o autor original mas que infelizmente não tem o mesmo apreço pela a personagem principal mas que mesmo assim deu alto valor a ela deixando o jornalista em até mesmo em terceiro plano, fazendo dela um destaque ainda maior.
Em minha opinião as 3 atrizes que já interpretaram a Lisbeth Salander a fizeram bem feito mas por eu ter assistido a versão americana primeiro (provavelmente) tenho apreço maior pela Rooney Mara, acredito que ela se adequava melhor ao papel, mas nada que desmereça Noomi Rapace (é perceptível o amor que ela tem ao personagem) e Claire Foy.
 Para esse filme se não tiver conhecimento dos filmes passados vai se perder e não achar ligações, além de ficar no ar sua relação com o redator da revista Millennium, ao hacker Plague e toda sua correlação com a trama. Não é um filme de apresentação de personagens, é uma continuação de personagens já estabelecidos, onde vai relatar parte da infância de Lis, e mais laços familiares. Para mim um dos pontos fortes do filme (dos filmes), é como retratam Lis, tudo foi fiel ao personagem, não a colocam como uma personagem super forte que consiga matar e nocautear vários mercenários e afins, ela trabalha com a questão de inteligência e seu raciocínio rápido em até mesmo para questões desesperadas se tornando uma anti-heroína. Não se alimente com visões de terceiros com comentários enfadonhos de uma frase ou uma palavra, é como pedir indicação de um filme à uma pessoa que somente viu o trailer e retiraram dali a opinião de pessoas que ao menos tentaram assistir ao filme, ao menos compreende-lo.  Não é uma fórmula clichê de heroína, e muito menos um filme que levanta bandeiras. Não li os livros para ter uma idéia de comparação das obras, se está fiel ou bem próximo ou não as obras originais, mas é um filme que vale muito a pena ser visto se você é fã de gêneros assim.

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